Edição 47 - JANEIRO/FEVEIRO/MARÇO 2007
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A Maré já foi uma região alagada

O aterramento da região começou com a construção da Estrada de Ferro Leopoldina, no final do século XIX. Nas décadas de 1920 e 1930, a Companhia de Saneamento e Melhoramentos iniciou, novamente, o aterramento do local. A partir deste momento, os aterros não pararam mais.

Uma outra parte da área alagada foi soterrada para a construção do Aero-clube de Manguinhos, hoje Vila do João. Com a criação da Cidade Universitária, a Baía de Guanabara, vizinha da Maré, perdeu oito ilhas, o que reduziu o espelho d’água. O Projeto Rio, realizado na década de 1970, previa a urbanização da Maré e o saneamento da região do Caju, até os rios Sarapuí e Mereti, além da construção de uma via expressa. Com base no projeto, anos mais tarde foi inaugurada a Linha Vermelha. Com todas essas intervenções, a geografia da região mudou.

Segundo Elmo Amador, a região da Maré, incluindo o arquipélago do Fundão e a Enseada de Inhaúma, já foi um paraíso tropical. A Ilha do Pinheiro fez parte do paraíso descrito pelo geógrafo.

“A Enseada de Inhaúma era um extenso braço de mar, largo, limitado à direita pela Ponta do Caju e pela Ilha dos Ferreiros e à esquerda pela Gamboa do Viegas e pelo arquipélago das ilhas do Fundão”, relata.

REDE MEMÓRIA DA MARÉ

Vista panorâmica da Praia de Inhaúma e da Vila dos Pinheiros antes do aterramento que transformou a área em conjuntos habitacionais

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